Giorgio (Diôdio) Dal (Do) Molin (Moinho) nasceu no dia 15/08/1985 em Curitiba e é estudante de jornalismo. Leonino, ele despreza hipócritas e ama seu país: "Meu maior orgulho é o de ser brasileiro", afirma.

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:: Sábado, Fevereiro 28, 2004 ::

Charge do Domingo
Quinho


:: Diôdio do Moinho 7:20 PM [+] ::
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DOMINGÃO ADIANTADÃO DA RELIGIÃO IV
Hoje é sábado, mas vou ter que adiantar o post de domingo porque vou ter que almoçar no litoral e vou acordar meio cedo pra ir pra lá. Como os jornais produzem um dia antes a edição do dia seguinte, vamos fingir que o 'Jornal do Diôdio' chegou um pouco antes pra você. A matéria em questão é o budismo. Muito legal da parte do Jornal do Brasil divulgar isso (se bem que já não é a primeira reportagem sobre o assunto nos últimos meses). Mas é melhor que a moda seja algo espiritual do que o tal do Chute Boxe (ao que tudo indica) sem filosofia que vemos por aí...



Oriente-se
O budismo muda de cara e conquista simpatizantes de todas as tribos

Daniela Nogueira

No próximo mês, começa o ano letivo da primeira universidade budista do Brasil, em Cotia, na grande São Paulo. Dois meses depois, será a vez de os seguidores de Buda se reunirem no Ibirapuera, também na capital paulista, para celebrar seu nascimento e morte, pelo segundo ano consecutivo. Em 2003, o evento, que teve apoio da prefeitura, arrastou 6 mil pessoas para o parque. Até nos centros de beleza a onda budista chegou. Em janeiro, foi inaugurado no coração de Ipanema o Crystal Care, centro de terapias estéticas e holísticas, cuja decoração é inspirada na filosofia budista. Não há como negar. O budismo está na moda, e vem conquistando cada vez mais simpatizantes, que buscam nos preceitos orientais respostas para perguntas que a ciência e as religiões ocidentais não conseguem explicar. Reflexo do mundo globalizado, que, aos poucos, vem derrubando as barreiras culturais entre Ocidente e Oriente, e da proliferação de celebridades que aderem ao estilo de vida pregado por Buda.
Basta passar numa banca de jornal para encontrar uma infinidade de publicações sobre práticas orientais. A ioga virou febre em academias e a meditação, sinônimo de bem-estar físico e mental. Aos olhos dos ocidentais, as tradições do outro lado do mundo se tornaram instrumentos para se alcançar a tão desejada felicidade. Um possível revival dos anos 60/70, quando o budismo se tornou pop entre os adeptos da contracultura.

Uma das responsáveis por essa onda pró-Oriente é a figura carismática do Dalai Lama e sua história comovente de perseguição. A luta do líder espiritual em favor da libertação do território tibetano sob domínio da China desde 1950, lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz em 1989. A partir de então, ele vem atraindo multidões por onde passa. E ainda conta com a solidariedade de ídolos do cinema americano, como Richard Gere e Sharon Stone, contribuindo para a maior popularização da religião que já conta com 360 milhões de seguidores ao redor do mundo.

O casal Leonardo Fiorito e Gisele Andrade, de 27 e 28 anos, foi um dos que se encantaram com o budismo tibetano. Não com os princípios da religião, mas com a beleza e a simplicidade das cerimônias. Foi depois de assistir a um casamento budista que a designer de jóias Gisele decidiu selar da mesma forma sua união com Leonardo, produtor musical que costuma tocar em boates alternativas, como a carioca Dama de Ferro, freqüentada por amantes da música eletrônica. Em setembro passado, os dois e mais 80 convidados receberam a monja Coen no jardim da casa de Gisele. Ela, de vestido de noiva, e ele, de blusa para fora da calça e tênis. A família, católica tradicional, custou a aceitar a decisão da filha, mas acabou dando o braço a torcer. Hoje, Gisele freqüenta o Centro de Dharma, em São Paulo, e, apesar de batizada e de ter feito primeira comunhão, se considera mais budista que católica. ''No catolicismo você busca um deus fora de você, no budismo, a busca é interior. Por isso me identifiquei tanto'', diz ela, que já foi ao casamento de mais quatro amigas também celebrados por monges budistas.

Não é possível afirmar que o número de budistas no Brasil está crescendo. Se fizermos as contas na ponta do lápis, ele caiu dos anos 90 para cá. Em 1991, havia 236 mil brasileiros que se diziam budistas. Em 2000, eram apenas 214 mil, segundo dados do IBGE. Explica-se: os imigrantes ou descendentes de japoneses mais velhos estão morrendo e as gerações seguintes não seguem a crença dos avós. Desde cedo, tiveram contato com costumes ocidentais e acabaram abandonando velhas tradições. Os dados do IBGE, no entanto, não contabilizam o número de simpatizantes, aqueles que compram os livros do Dalai Lama, que meditam antes do café da manhã ou que celebram o casamento nos moldes budistas, como Gisele e suas amigas.

Converter-se ao budismo e tornar-se monge é coisa para poucos. Na recém-inaugurada universidade budista de São Paulo, os alunos ficarão quatro anos em sistema de internato, com direito a visitar a família nos fins de semana apenas no primeiro ano. ''É preciso muita disciplina e uma grande capacidade de desapego'', diz o professor de budismo Carlos Miklos, 41, que encontrou nos ensinamentos de Buda uma alternativa para o caminho das drogas. Carlos sempre foi introspectivo e tinha tendência à depressão. Sentiu-se atraído pelo budismo aos 17 anos, por acreditar que esta religião tinha um quê de misticismo. Mergulhou fundo nos livros e incorporou os preceitos budistas de tal forma que começou a ensiná-los aos 23 anos. ''O budismo me ajudou a lidar comigo mesmo e a driblar meu perfil autodestrutivo'', diz ele, que tem uma filha de 2 anos e é casado com uma adepta do xamanismo (religião de povos no Norte da Ásia).

Apesar de o número de convertidos ter caído, é fato que o budismo está saindo dos templos e mudando de cara. Deixando de ter olhos puxados e cabelos lisos e negros para ganhar pele morena e fios crespos ou olhos azuis e madeixas aloiradas. Uma das razões para essa expansão camuflada são as próprias atividades dos monastérios, que têm procurado se aproximar do mundo do lado de fora do muro. Desde o ano passado, o templo Chagdud Khadro Ling, em Três Coroas (RS), mantém o Grupo de Apoio ao Luto (GAL), que já atendeu cerca de 15 pessoas. ''O GAL oferece um espaço onde as pessoas podem compartilhar sua experiência, proporcionando-lhes uma oportunidade de descobrir seus próprios recursos internos para lidar com a perda e a mudança'', diz Elise de Grande, discípula de S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche, fundador do templo.

Em Ibiraçu (ES), o mosteiro Morro da Vargem, que adota o zen budismo, foi mais longe. Há cinco anos, os monges desenvolvem atividades de conscientização ecológica com estudantes e policiais militares. Durante dois dias, eles ficam no mosteiro aprendendo a importância da preservação da natureza. Quinze mil alunos e 7 mil policiais já passaram por lá. A intenção é capacitar os policiais de todo o estado. ''Na maioria das religiões, a compaixão é entendida como amor ao ser humano. No budismo, ela se estende a todos os seres. É isso o que procuramos transmitir aos que participam desse projeto'', diz o abade Daiju Bitti, que mora há 25 anos em Morro da Vargem.

Essa valorização da vida em todas as suas manifestações tem um porquê: o budismo crê na reencarnação. Nascemos e morremos infinitas vezes e, quando voltamos à vida, podemos assumir diferentes formas, da minhoca debaixo da terra a um alto executivo de uma multinacional. O que há de comum em todas essas etapas da vida é nosso carma: o que fazemos retorna para nós mesmos e o que causamos terá efeito em nossa vida futura. Quem faz o mal receberá o sofrimento como fruto de seus atos e quem pratica o bem será recompensado.

No budismo, não há pecado ou a noção de um Salvador a quem se deva confiar a vida. O caminho para alcançar a iluminação depende do próprio indivíduo. ''Todos os seres humanos têm um Buda dentro de si. Não há mediador externo'', afirma a antropóloga Regina Novaes, do Instituto de Estudos da Religião (Iser). ''Apesar de milenar, o sistema de pensamento budista é bastante moderno por enfatizar a inutilidade de uma fé cega. Em outras palavras, um budista não deve acreditar em nada que não possa provar com sua própria experiência'', completa o professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da PUC-SP Frank Usarski, autor do livro O Budismo no Brasil (ed. Lorasae).

Há quatro verdades que orientam a filosofia de vida budista: tudo é transitório e, portanto, causa sofrimento; sofremos porque buscamos a realização em algo transitório; podemos evitar o sofrimento se deixarmos de procurar a felicidade em acontecimentos transitórios; e há uma metodologia para isso, que é a meditação. Foi lendo esses ensinamentos que Monica Lagreca, 37, se identificou com o budismo. Asmática, Monica teve câncer de pele quando adolescente e viu seus negócios se transformarem em ruínas, depois de um acidente fazendo rapel - ela tinha uma empresa de turismo. ''Senti necessidade de buscar apoio e encontrei no budismo forças para me recuperar'', diz ela, que contrasta totalmente com o visual simples dos monges. Tem cabelo espetado, piercing na sobrancelha e tatuagem na perna.

O conforto que Monica procurou nos princípios de Buda é o mesmo que busca boa parte do ocidentais. Uma das inevitáveis conseqüências da globalização é a perda de referências. Ao tomar contato com outras culturas, passamos a questionar aquilo que nos foi ensinado e a procurar caminhos que coloquem nossos pés de volta no chão. Diante dessa situação, entregar-se a uma religião é recorrente. ''O mundo hoje é um verdadeiro mercado de religiões. No meio de tantas ofertas, o budismo se sobressai porque não tem dogmas. Ele não foi construído em torno da figura de um Salvador, e sim do próprio homem. Prega que o ser humano deve buscar o autoconhecimento porque a resposta que procura está dentro de si mesmo'', diz o monge budista e ex-professor de religião da Universidade de São Paulo (USP) Ricardo Mario Gonçalves, do Templo Higashi Honganji, na capital paulista.

É improvável que o budismo desbanque o catolicismo no Brasil. Da mesma forma que a comida japonesa sofreu mudanças para se adaptar ao paladar brasileiro, o budismo também ganhou novos contornos para cair no gosto nacional. Uma das características dessa expansão é o sincretismo religioso. Os simpatizantes do budismo meditam, freqüentam templos e sonham com viagens para a Ásia, mas não deixam de ir à missa aos domingos e querem ver seus filhos batizados por um padre. A professora de redação Fátima Fonseca, 45, freqüenta um templo budista há oito anos, mas casou-se de véu e grinalda e vai à igreja em todos os feriados católicos. No altar em casa, convivem pacificamente imagens de Nossa Senhora, Anjo Rafael e Buda. ''Jesus Cristo e Buda nasceram em momentos diferentes, mas a essência é a mesma'', diz. No fundo, talvez ela tenha razão. A diferença entre eles está nos olhos - puxados ou não - de quem os vê.

Os caminhos de Buda
Buda é o nome dado a Sidarta Gautama, príncipe indiano que nasceu por volta de 500 a.C. na fronteira entre a Índia e o Nepal. Diz a lenda que o rei trancou Sidarta no palácio para protegê-lo dos sofrimentos mundanos. O príncipe vivia repleto de riquezas, cortesãs e até uma esposa, mas mesmo assim sentia uma enorme sensação de vazio e, aos 29 anos, decidiu abandonar o palácio. Foi então que Sidarta conheceu a doença, a velhice e a morte, e jurou encontrar soluções para esses problemas. Sentou-se debaixo de uma árvore e meditou durante muito tempo até atingir a iluminação, e passou a ser chamado de Buda, ''o iluminado''. Depois de alcançar o Nirvana, partiu em peregrinação para difundir o que havia compreendido, os chamados preceitos budistas. Ao longo dos séculos, o budismo se dividiu em várias correntes. As três principais são:

Escola Theravada
Procura seguir de forma fiel os ensinamentos de Buda, não permitindo qualquer alteração nos textos que foram transmitidos oralmente por 400 anos e depois escritos em páli (língua que era falada no Sri Lanka). Também é chamada de Hinayana ou de ''pequeno veículo'', trazendo a idéia de que cada um é responsável pela sua própria salvação - principal aspecto da filosofia da escola.


Escola Mahayana
Em oposição, é chamada de ''grande veículo'': deve-se buscar a auto-salvação mas também contribuir para o desenvolvimento espiritual de todos ao seu redor. Propõe uma visão mais ampla sobre a iluminação. Acredita-se que Buda foi um dentre outros seres que atingiram a iluminação para ajudar os humanos.

Escola Vajrayana
Desenvolvida no Tibete a partir do século 6, juntou a filosofia Mahayana com doutrinas do Tantrismo. Seu principal líder é o Dalai Lama. Acredita-se que a iluminação deve ser alcançada no momento presente com a ajuda de guias espirituais, os lamas

Fonte: Jornal do Brasil



:: Diôdio do Moinho 7:08 PM [+] ::
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uma fotos legais:
Diário SP


Agência Estado




:: Diôdio do Moinho 1:24 PM [+] ::
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:: Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004 ::
mais Divino a la carte. meio q na base do vamo-que-vamo.

Divino; Diôdio




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:: Segunda-feira, Fevereiro 23, 2004 ::
Como vovó já dizia...


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:: Domingo, Fevereiro 22, 2004 ::
Charge do Domingo
Paulinho; Jornal de Londrina


:: Diôdio do Moinho 12:30 PM [+] ::
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DOMINGÃO DA SALVAÇÃO
Não vamos ter reportagem nesse domingo de carnaval. Por que não?? Porque eu não quero. Eu tinha escrevido um texto na terça-feira e achei melhor não divulgar. Isto porque ele ficou meio, digamos, desatualizado. Depois que escrevi, a gente deu um trote palha em algus dos calouros de jornalismo na universidade e aconteceram otras coisas por lá, até certo ponto, interessantes. Mas quem é meu leitor pode até ser que curta esse textinho nojento. O fim ficou resumido porque se escrevesse mais ia ficar muito grande. Só mais uma coisa: Globo, Band e Cia, PEGA ESSE CARNAVAL DE MERDA E ENFIA NO CÚ. Ontem eu passei o dia inteiro como um pateta tapado assistindo a minha biografia no especial do "Malcolm" na FOX. Isto sim é programação de carnaval!!

Inferno, Doritos e Salvação
Coisas e mais coisas... Aquelas dias de folga haviam se acabado. Algumas pessoas adoram usar o espaço público para escrever a tradicional redação "Minhas Férias". Calma, calma, eu não vou fazer isso contigo. Mas eu preciso de uma introdução não é mesmo? Então só vou dizer que, apesar de bons momentos, o fogo ardeu até a hora da salvação. Devido a motivos deliberados (que pelo seu próprio bem estar não vou contar) foram dias de folga com muito, muito stress.

Mas uma hora toda essa deliciozíssima moleza tinha que acabar. Quase 7 da matina da segunda-feira, lá estava Diôdio, saindo do seu palácio, na pantanosa região das "Trevas Centrais" a caminho do purgatório universitário. Enquanto caminhava para tomar o diabólico ônibus, fogos levantavam das ruas (estava um calor infernal) e alguns pobres chifrudinhos passavam ao meu lado com uma pastinha de trabalho e uma cara de decepção na mão. Provavelmente indo para o juízo final no encontro com o Capetrão.

Infelizes e felizes almas estavam tomavam o mesmo caminho que eu. Condução lotada. Era um caldeirão borbulhante; pessoas gemendo, grunhindo, mas lutando para serem fortes e não berrarem. Mal tinha espaço para eu me mexer e passar o meu tridente no traseiro de algumas capetinhas...

Após minutos de tortura, chegou a hora do desembarque no Infernal do Campo Comprido. Uma outra conexão lotada ainda havia de ser feita para se chegar ao UnicenP (Centro Universitário Purgatório). Eu tinha de pegar o busão de mesmo nome da universidade. Sabendo que não conseguiria entrar, esperei um pouco e observei a aglomeração no bonde. Admirei-me, mas confesso que comecei a ficar com raiva; eram carinhas felizes e faceiras que não viam a hora de voltar às aulas. Por quê ficar feliz com isso?? Eu sinceramente não sei!

Mas tinha uma coisa que ainda podia me animar. Eu agora já sou do segundo ano, a única coisa que me animava era poder chegar lá e dar pelo menos um trotezinho na calourada. Só que ainda não vou falar sobre isso. Agora é a hora de explicar o porque do nome da universidade. Duvide-ó-dó que você saiba!

É um espetáculo as capetinhas que entram naquele lugar. Puta merda, meu tridente já chega agitado e vai crescendo em poder. Você olha todas aquelas bundas, peitos e canais que se estendem do colo do útero até a vulva se contorcendo... Aí, o caldeirão não tem como não transbordar. Só que você sabe que a maioria alí são muito interesseiras (capetas gasolina) e poucas se interessam pelo meu tridente. Realmente, você ver a luxúria viva e não conseguir fazer muita coisa é uma das piores formas de pagar seus pecados. Um estupro está fora cogitação. Cometa isso e passe o resto da sua eternidade no inferno! No purgatório, porém, você deve resistir à tentação.

Agora sim chegou a hora de falar das caloupetinhas. Eu tava louco pra dar trote em geral do 1º ano. Eu vi outros cursos se divertindo com seus respectivos caloupetas. Que diabos! Eu queria tanto trotear, mas a merda do resto da sala não tava afim de fazer muita coisa. Sabe como é, né? Um diabo só não faz inferno... Não digo que a galera não seja gente boa, são legais sim! Por mil demônios, eu gosto dos meus colegas, mas eu queria tanto. Tou parecendo um capeta mimado, né? (eu quero, eu quero, eu quero)

Foda-se também! Eu encontrei lá uma alma caloura amiga que já tinha conhecido no trote do dia do resultado do vesdiabolar; dia que aliás, eu fiquei bêbado como um demônio. Acabei conhecendo uma amiga dessa alma também e tal. Ou seja, fiquei mil passos a frente dos outros chifrudos que comigo estudam para chegar ao paraíso. Só que para piorar a situação, os mestres libertadores realmente já deram um caldeirão de projetos para fazermos.

Mas certas coisas são tristes mesmo. Por volta do meio dia do horário normal (o horário de infernão já acabou, tá?) voltei para casa nas "Trevas Centrais" e o stress psiquiatricamente embutido continuava fazendo parte da minha mente. Chegou uma hora que durmi até a manhã do dia seguinte e toda a história já contada se repetiu.

Será que tudo ficaria igual? Será que todos os dias do ano serão assim? Nããããoooo! Não mesmo. Deus existe, meu leitor!

Entediado, resolvi ir ao mercado comprar chocolate para comer no desjejum da manhã seguinte. Eram umas 5.30, quase fim do horário infernal, e me dirigi àquele estabelecimento cheio de gula, inveja, ganância e todos os outros pecados capitais. Quando estava admirando a seção de bebidas, olhei para trás e vi algo que não via a muito tempo. Era uma luz no fim do túnel: "UM PACOTE DE DORITOS QUEIJO NACHO!", comemorei. Ah, fazia tanto tempo que não comia salgadinho que não resisti a tentação. Me dirigi ao objetivo principal, os chocolates. Rapidamente peguei duas barrinhas e voltei na seção alcoolizável. Quando estava indo para o caixa, a salvação completa surgiu na minha frente: uma geladeira com cervejas a zero graus. Eu não comprei uma cerveja qualquer não, comprei BOHEMIA. Pra resumo de conversa, pois você já deve estar cansado de ler uma merda dessas, foi uma combinação perfeita. Logicamente, pela experiência, não fiquei bêbado. Mas degustei aquela angelical combinação como uma alma que é absolvida no juízo final...

Milagrosamente, pela primeira vez em mais de um mês fiquei realmente feliz!! Agora vou parar por aqui. Acredita que agora estou até com vontade de ir ao UnicenP (Centro Universitário Paraíso)?

Moral da História: não tem moral nenhuma, mas é incrível como coisinhas fúteis podem aumentar o nosso nível de felicidade.


:: Diôdio do Moinho 12:24 PM [+] ::
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:: Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004 ::
promessa é divida. quem não sabe q porra é o Divino leia o post de ontem. bem, eu disse que era tosco. mas, na boa, essas duas tirinhas me caracterizam bem, principalmente a segunda tira... aiai, não vou demiprimi-lo(a) hoje, enjoy Divino. quem gosto gosto, quem não gosto que reclame em otro lugar.

Divino; Diôdio




:: Diôdio do Moinho 11:51 AM [+] ::
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:: Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004 ::
Apertem os cintos, Divino vêm aí!! O cartoon certo feito por linhas muito tortas!
Não, eu não tou maluco. Além de pirar em montagem eu piro em desenho às vezes. A diferença é que meus desenhos são MUITO TOSCOS! Mas, sinceramente, até que tem conteúdo. Faz um tempo que tou pra colocar as tirinhas do Divino, meu personagem, aqui.

Divino foi criado há + ou - dois anos durante as aulas do terceiro ano do ensino médio de Diôdio Do Moinho. A criação deu-se em uma merda de aula de literatura, na qual o professor era um gordo bicha chamado Brás, do Positivo. Voltando ao personagem, Divino é um homem tipicamente pobre, com uma pequena diferença: ele fala com Deus! Cada tirinha tem alguma relação com alguma coisa real por aí. Pode ser tanto relacionado com a vida do autor, como da sociedade, como dos que cercam o Criador (não Deus, o Diôdio)...

Hoje foi dia da propaganda, amanhã é dia do pior desenho da 9 arte dar as caras por aqui. Eu nem ia publica-lo, mas fui encorajado por alguns amigos, em especial o Pepo (esse cara realmente desenha muitoooo)! Qualquer coisa, ponham a culpa nele!!! hehehe

Até amanhã com Divino, o cartoon certo feito por linhas muito tortas!


:: Diôdio do Moinho 4:31 PM [+] ::
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Eu vi esse pensamento na última Gonzo, de sexta passada da Gazeta do Povo. Resolvi transportar pra teu acesso. Se você discordar dela nunca mais terá o direito de me chamar de louco ou burro...


:: Diôdio do Moinho 4:18 PM [+] ::
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:: Terça-feira, Fevereiro 17, 2004 ::
Levei um tempo du karalhu pra terminar essa chargem. Presta atenção que tem um monte de coisa embutida (uh!). Aquele sujeito alí é o Waldomiro Diniz, o cupinxa do Dirceu, tá?



:: Diôdio do Moinho 4:46 PM [+] ::
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Direto do blog do Nanon, o melhor jogo de Flash já visto em todos os tempos:
A Fuga da Terra do Nunca; estrelando: Michael Jackson, O Terrível!



:: Diôdio do Moinho 4:43 PM [+] ::
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:: Domingo, Fevereiro 15, 2004 ::
Charge do Domingo
S. Salvador; Estado de Minas


:: Diôdio do Moinho 12:43 PM [+] ::
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DOMINGÃO DO SEXÃO
Sem comentários...


Objetos de desejo
Rafael Sens
Recomendado por médicos em terapias sexuais, os vibradores viram assunto cada vez mais freqüente em seriados e outros programas de televisão. Quatro mulheres explicam ao DIÁRIO porque utilizam

Dia desses a advogada Andrea Albuquerque, de 32 anos, procurava por um especialista capaz de consertar um aparelho muito útil para ela. Não era um liqüidificador, nem um telefone celular. O objeto quebrado era um vibrador, o brinquedo de adultos que aos poucos sai das sombras e vira assunto na televisão em seriados como 'Sex and the City' e programas de sexo como 'Ponto Pê', apresentado por Penélope Nova na MTV. Cansada de buscar uma assistência técnica, preferiu jogá-lo fora.

A advogada diz que costuma usar o aparelho para apimentar a relação com o namorado. "Era muito difícil eu utilizá-lo sozinha. Prefiro usar junto com o parceiro", explica. Andrea Albuquerque acrescenta que é preciso muito cuidado na hora de sugerir a brincadeira a dois. "Um dos meus companheiros ficou com medo. No entanto, quando ele se familiarizou, o reforço tornou-se um aliado poderoso."

Muitas pessoas têm uma imensa dificuldade em habituar-se com a idéia de empregar um objeto industrializado, à venda no comércio, para conseguir mais prazer na vida sexual algo tão íntimo e tão privado. Para muitos homens, a sensação de fracasso como parceiro também é inevitável. Mesmo cercado por histórias engraçadas e muito folclore, hoje o vibrador é levado a sério por alguns estudiosos de relacionamento e terapeutas sexuais. Também tem a chancela de consultórios médicos, por tradição mais conservadores em relação ao assunto. "Como terapeutas sexuais, costumamos indicá-lo", afirma a urologista Sylvia Marzano, do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (Isexp). Segundo ela, o objeto só não pode se tornar imprenscindível. "O importante é que seja mais uma fantasia para apimentar a relação", aconselha. "Tudo que é excesso pode fazer mal."

Aos 30 anos, a produtora de TV Ida Feldman ganhou um vibrador e decidiu esquecê-lo. Hoje, aos 36 anos, admite que utiliza de vez em quando. "Quando estou sem namorado sinto mais necessidade", observa. Ida considera o objeto uma conquista feminina. "Não me sinto culpada por usá-lo."

Professora, pesquisadora e estudante de história, mãe e avó, Sueli Silva Dulcidio, de 42 anos, conta que usa o vibrador como recurso para manter um bom casamento."Fomos a uma feira especializada e compramos um acessório." Desde então, Sueli não abre mão de um quê a mais na hora H. "Vou à Rua 25 de Março e escolho produtos eróticos como se estivesse numa loja de roupas", diz.

Nascida numa família religiosa, a professora tenta entender o que leva as mulheres a terem medo de assumir o uso do vibrador. "Há muito puritanismo e falso moralismo. As pessoas preferem manter a imagem de 'não uso'." Para Sueli, há situações em que é melhor ser pragmática: "Amiga, seja feliz!", costuma dizer.

Nessa modernidade com tantas especialidades mutantes, Fátima Moura, 43 anos, autodenomina-se "personal sex trainer". Ela dá cursos sobre paquera, conquista, strip-tease e outros ingredientes que prometem deixar o casamento em ebulição. Um de seus instrumentos de trabalho é o vibrador. "Ele serve como massageador. É preciso mudar a idéia de que a mulher que usa é sozinha ou o marido não liga para ela", diz Fátima, que usa acessórios com seu marido Artur. "Fora do normal é a gente não usar nada." Fenômeno conhecido há pelo menos duas décadas, o mercado de produtos eróticos vem crescendo a cada dia. A moda foi lançada pelas sex-shops que, nos anos 80, tinham aspecto tão deprimente que lembravam estabelecimentos para tratamento de viciados em drogas. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme), vende-se, em média, de 2 a 3 mil vibradores por mês no país. Os preços variam de R$ 70 a R$ 700. "A indústria movimenta R$ 700 milhões por ano no Brasil. As mulheres consumem cada vez mais", revela o diretor-executivo da Abeme, Evaldo Shiroma. Responsável pela Fashion Week do erotismo, o empresário está organizando a oitava edição da Erótika Fair, que acontece na Capital em abril. A novidade deste ano é o lançamento de um novo conceito de lojas que vendem a parafernália. "É uma butique erótica. Para mostrar que o sex shop não tem nada demais", detalha Shiroma, destacando que de 80% a 90% dos produtos consumidos aqui são importados. "O produto nacional é bom, mas precisa investir na embalagem."

Memória - Desde a Antiguidade
Acessório tem 6 mil anos

Foi em cerimônias de fertilidade, realizadas 4 mil anos antes de Cristo, que apareceram as primeiras estátuas em forma de órgãos genitais. Na Grécia Antiga, os objetos eram feitos de materiais como madeira, couro ou pedra e recebiam o nome de olisboi. Mercadores do Mar Mediterrâneo ajudaram a difundir as peças por várias nações do continente europeu. Acredita-se que eram usadas, entre outras ocasiões, em rituais nos quais moças perdiam a virgindade. No período do Renascimento, na Itália, os 'dilettos' "deleite, em português" eram envolvidos com azeite de oliva. O vibrador elétrico surgiu em 1869. Inventado por um médico americano, o massageador a vapor costumava ser utilizado no tratamento de doenças femininas, uma delas classificada como histeria. Duas décadas depois, um médico do Reino Unido apresentou um modelo portátil, movido a bateria. Em 1900, já havia vários tipos de aparelhos no mercado.

Fonte: Diário de São Paulo


:: Diôdio do Moinho 12:21 PM [+] ::
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:: Sábado, Fevereiro 14, 2004 ::
Importado da ChargesBR. E eu que reclamava do meu celular MORTO...


E esse do Pato. Que tal ralar SEU queijo??


:: Diôdio do Moinho 1:36 AM [+] ::
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:: Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004 ::
Tadinho do Diodinho... Ele literalmente deu o sangue pra terminar essa TIRAGEM (tirinha com montagem) do Judiciário. A cada dois minutos ele levantava pra cuspir um punhado. Não acredita?? Você deveria ver o tamanho dos dentes do ciso que ele teve que arrancar!!


:: Diôdio do Moinho 4:05 PM [+] ::
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:: Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004 ::
Segunda Especial
Olha só, essa chargem é minha e da amiguinha Maiara. Pow, Mai, não preciso nem falar que te adoro porque você já sabe. Mas o público deste blog agora também sabe. Tem mais, outra grande amiga minha, a Rachel, passou na UNIVALE. Se tivesse passado em Jornalismo eu nem comentava, porque até eu estudo isso, mas foi em MEDICINA! É a caloura mais querida do Brasil! PARABÉNS RACHEL!!! Isto posto, bejozzzzxxxsss procês duas garotinhas!!! hehehe nhamnham...



:: Diôdio do Moinho 3:35 PM [+] ::
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:: Domingo, Fevereiro 08, 2004 ::
Charge do Domingo
Pater; A Tribuna (ES)


:: Diôdio do Moinho 12:45 AM [+] ::
...

DOMINGÃO DO FAVELÃO
Já que estamos no clima do Oscar, vamos falar um pouco da Cidade de Deus. Não o filme, a comunidade. Isto porque, as indicações para o Oscar, para mim, foram uma forma de compensação pela ridícula não indicação de melhor filme estrangeiro no ano passado. Sem entrar em mais detalhes, a gente pode pensar que aquela favela é um horror, que deve-se passar longe para não tomarmos um balaço na cabeça. Mas será que é mesmo assim?? Será que a Cidade de Deus retratada no filme (décadas de 60 e 70) é a mesma hoje? Não, não e não! Essa reportagem do Jornal do Brasil é fantástica porque nos mostra o "outro lado da moeda". Aviso os preguiçosos de plantão que a matéria é grande. Mas cá pra nós, vale a pena ler...



Cidade de Deus quer o Oscar da paz
Sucesso do filme aumentou o preconceito contra os moradores
Israel Tabak

Quando, há mais de um ano, o filme Cidade de Deus foi citado pela primeira vez como possível candidato a um Oscar, o cantor de rap MV Bill sentenciou: ''E nós aqui vamos ganhar o Oscar da violência''. Morador do conjunto - que insiste em não abandonar -, o artista conseguira, à primeira vista, sensibilizar autoridades de todos os níveis: choveram reuniões, ministérios e secretarias foram convocados, surgiram idéias, projetos e, quase um ano depois... nada. O velho enredo de abandono oficial e insegurança não mudou. Agora, quando o filme de Fernando Meirelles é finalmente indicado para quatro estatuetas, não é exatamente uma expressão de contentamento que aparece no rosto dos moradores. Para eles, o sucesso do filme de nada serviu. Ao contrário:
- Quem vê aquela violência toda pensa que a Cidade de Deus é só isso. Depois do filme, ficou ainda mais difícil alguém daqui arrumar emprego. O preconceito aumentou - lamenta-se Leonardo Bezerra, estudante de educação física e treinador dos meninos e meninas da escolinha de futebol local.

Bezerra, como outros líderes comunitários, acha que o filme só mostra o ''lado negativo''.

- Parece que aqui só tem a guerra do tráfico.

A queixa de Bezerra, como de outros moradores que participam de projetos comunitários, sempre converge para dois pontos. O primeiro é a certeza de que o esforço da maioria para superar a adversidade é ignorado pela mídia (''não dá ibope''). O segundo é a ausência de uma política planejada, continuada, para ajudar a Cidade e outras comunidades marginalizadas. Este sentimento é tão latente que Anderson Alves, criador de um grupo de teatro, propõe um movimento para impedir, em época de eleições, que políticos afixem faixas e façam campanha na CDD, nome carinhoso que os moradores dão ao lugar.

Mas que Cidade de Deus ''esquecida pela mídia'' é essa? Quem se dispuser a caminhar alguns dias pelas ruas e vielas do conjunto vai se perder e se encontrar em um gueto social que insiste em pulsar vida, rebeldia e criatividade. Para o restante da cidade, lá só existem tiroteios, miséria e lágrimas.

A história da CDD conduz, de fato, a uma percepção negativa. Em 1966, na década das mais catastróficas enchentes sofridas pelo Rio, um conjunto popular ainda inconcluso teria de receber, às pressas, flagelados das inundações. Era a época das remoções em massa das favelas, sobretudo as da Zona Sul, que valorizaram ainda mais os espaços nobres da cidade, para alegria das imobiliárias. Além dos flagelados, a Cidade de Deus também recebeu favelados das áreas mais chiques do Rio.

A Barra da Tijuca, bem perto da Cidade de Deus, só começaria a decolar a partir dos anos 70. Se os ricos e remediados da Zona Sul celebravam o fim das favelas vizinhas, para os removidos o inferno estava apenas começando. A propaganda oficial falava do luxo de ter água encanada e chuveiro, para rivalizar com a precariedade dos barracões de zinco. Mas tudo isso era pouco para compensar o tremendo baque econômico que significou para os removidos ficar muito longe das antigas fontes de renda.

O cabeleireiro Izael Mendes Souza que o diga. Ele perdeu um irmão e um filho na enchente. No início de 1967, chegou com a mulher e os outros dois filhos. Da Rocinha para o elegante salão em Copacabana, onde trabalhava, era ''um pulo'', conta. De repente, ei-lo numa rua erma, esperando ônibus até Cascadura, para depois pegar um trem e ainda outro ônibus, na Central. O tempo desperdiçado e a perda de dinheiro com a condução pioraram muito a vida do cabeleireiro Izael, que chegou a se desesperar. Só nos anos mais recentes, quando a Cidade de Deus recebeu uma lufada de vento a favor, a vida começou a ficar menos pesada.

A Barra da Tijuca e Jacarepaguá, vizinhas, desenvolveram-se a ponto de deixar a CDD perto de uma agitada vida econômica. E Izael pôde realizar o projeto de trabalhar cada vez mais perto de casa.

- Fui chegando, chegando, e hoje tenho o meu salão aqui na CDD - rejubila-se.

Izael pôde construir o salão num lugar que já conta com 80 mil pessoas (para a Administração Regional) ou, quem sabe, 120 mil, número que sai fácil da boca dos moradores.

A caminhada, se terminou bem para gente como o infatigável cabeleireiro, continua muito penosa para a grande maioria. O vento a favor representado pelo crescimento da Barra não foi suficiente para compensar duas décadas de estagnação econômica no país, agregadas ao usual abandono a que os poderes públicos relegam as comunidades carentes.

Além da persistência, para gerar renda é preciso criatividade e senso de oportunidade. As muitas cooperativas de mototáxi que circulam pelas ruas esburacadas do conjunto são um bom exemplo. O freguês típico é gente que já pegou várias conduções e gastou dinheiro ao longo do dia para ir trabalhar e voltar. Pagar mais R$ 1 para chegar em casa, experimentando a emoção da garupa de uma motocicleta, parece não fazer diferença, tal o tamanho da clientela dos jovens mototaxistas. A Cidade de Deus é grande, tem vários sub-bairros, e muitos moradores ficariam ainda mais cansados (sobretudo os idosos, que adoram a condução) se tivessem de caminhar todo dia até áreas mais afastadas. O transporte-aventura dispensa o capacete, para condutor e passageiro. A proteção só é usada nas corridas para ruas fora do conjunto.

O negócio prosperou a ponto de fazer um famosa marca de motocicletas ter um ponto fixo de vendas por consórcio, no conjunto.

- É um bom negócio para todos. Saem entre 20 e 30 motocicletas por mês no consórcio. E os jovens se afastam do apelo da vida marginal - diz o vendedor Antonio Carlos Ardilla.

Quando o assunto é trabalho, há uma preocupação entre os jovens que são uma espécie de formadores de opinião da CDD. Eles fogem do que consideram um lugar-comum, quando se fala em políticas de geração de renda.

- Acham que para o pobre basta um cursinho profissionalizante qualquer. A mulher aprende a ser manicure ou doceira. Ensinam uma profissão corriqueira para o homem e pensam que está resolvido - comenta Anderson Alves, criador do grupo de teatro.

Algo de positivo o filme Cidade de Deus certamente representou para quem mora no conjunto: um grupo de jovens sentiu-se incentivado a usar a arte para vivenciar conflitos e experiências.

- Pobre também tem talento, tem direito de ser artista, pode ser tão criativo e inovador quanto o rico. Queremos contar a história do nosso jeito, retomar contato com a nossa cultura - desabafa Andréia Fortes, professora primária.

Andréia integra o grupo teatral Lomboko (nome de um antigo forte africano, da Serra Leoa, onde ficavam negros que seriam vendidos como escravos). A arte do Lomboko foi exibida com sucesso até para alunos da PUC, longe do ''gueto''.

São jovens que amam o teatro, mas alguns deles jamais tiveram a chance de assistir a uma peça. Costumam escolher temas ligados à opressão social e é mais comum que se apresentem na CDD, onde todos moram. Uma letra de MV Bill, que fala de num rapaz que tentou jogar no Flamengo e morreu no tráfico, servirá de inspiração para uma das próximas peças. Os integrantes da Companhia Lomboko não têm medo de dizer que desejam se profissionalizar e tentar ganhar dinheiro com a arte. Patrocinadores de fora são muito bem-vindos - vão logo avisando.

Palavra, dança e resistência é o lema que aparece na camisa do grupo Povo da Rua, outra manifestação cultural da Cidade de Deus. O grupo - também aberto a patrocinadores - tem influência do hip-hop e usa teatro, música, dança e poesia para se expressar, dentro e fora da CDD.

- Queremos mostrar a cultura pela ótica de quem vive aqui - explica Lúcio Corrêa dos Santos, um dos integrantes do grupo, que tem como seu mais jovem artista o exímio dançarino de hip-hop Douglas Silva, de 9 anos.

Ninguém precisa ter medo do novo, do não convencional, clamam os integrantes dos dois grupos, alinhando argumentos para tentar atrair e convencer quem teme até chegar perto da Cidade de Deus.

Medo é um tema recorrente, sobretudo para quem trabalha nas instituições locais, como as escolas públicas. Se as professoras que vêm de fora receiam balas perdidas, por que não aproveitar as muitas que moram por lá mesmo? O ovo de Colombo é proposto pela moradora Vania Costa, uma das mais antigas da região dos APs (blocos de apartamentos) da CDD.

É na praça dessa região que os moradores se sentem mais seguros para passear com as crianças, fugindo dos tiroteios mais freqüentes em outras áreas. Mas ninguém deve se iludir em relação à essência da Cidade de Deus, adverte o bombeiro hidráulico Paulo Roberto Barbosa, o Mano Juca, 52 anos, pai de MV Bill:

- Isso sempre foi uma favela de cimento armado. Tem muito aperto, miséria, criança pedindo um prato de comida.

Além do lixo que demora a ser recolhido, do tratamento urbanístico que nunca houve, das paredes dos prédios descascando, a expressão favela de cimento armado pode significar também a situação de milhares de moradores que vivem espremidos em minúsculas casas ou apartamentos de sala e quarto. Como não há fiscalização, às vezes alguém faz um puxadinho para aumentar a casa. No apê de Rafaela Costa vivem nove pessoas e nos tempos de muito calor não dá para ficar todo mundo lá dentro. Rafaela coloca o filho de 1 ano e meio numa bacia, na frente do prédio, e dá um banho de mangueira que não acaba nunca.

Atividades para crianças, idosos e jovens existem há algum tempo na Cidade de Deus, mas os moradores reclamam que tanto o Estado como a Prefeitura atendem pouca gente. E dão os principais exemplos: só há uma escola pública secundária e um centro de saúde. No que depender dos moradores, os serviços vão aparecendo e o comércio se diversificando. Na principal videolocadora, o filme Cidade de Deus é dos que mais saem, apesar de todas as críticas:

- O pessoal gosta de filme de ação. E tem sempre gente que quer ver algum amigo que fez ponta. Quem não gosta reclama dos palavrões - explica Enízia Melo, uma das sócias.

A queixa é previsível. Como qualquer comunidade pobre, a Cidade de Deus tem muitas igrejas evangélicas e frases bíblicas, em letras garrafais, nas paredes dos prédios, rivalizando com alguns avisos, atribuídos ao pessoal do tráfico. Num deles, por exemplo, os motoqueiros são informados de que está no fim a tolerância com atropelamentos. Na falta do poder público, a ordem é imposta de forma peculiar.

Em outro prédio, mais um exemplo de proibição strictu sensu: ''É proibido cheirar, fumar, encharcar'', diz o aviso.

Para a turma da saúde - os 170 sócios da academia do professor de educação física Gilson Pinho - há aulas de ginástica e musculação supervisionada. Os homens que querem andar na moda contam com uma grife que tem roupas estilizadas para quem gosta de hip-hop, funk ou pagode, preferências locais.

É assim que a Cidade de Deus, na medida do possível, procura respirar, sobreviver, se adaptar. MV Bill não perde a esperança:

- Continuo acreditando nas promessas. Estou à espera das ações concretas.

Fonte: Jornal do Brasil


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:: Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004 ::
Merda... São 23.15 da noite. Me matei pra terminar a Dona Morta Suplicy a tempo. Só que agora não dá mais pra mandar pro Pato de Laranja. Parece que essa vai ser exclusiva do Fala Diôdio. Isto posto, quer uma Chargem pensante com humor negro?? Então TOMA!!!



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:: Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004 ::
Olha o Jim Davis e o mestre Quino atacando novamente no Fala Diôdio




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ATENÇÃO
Os Links agora (até que enfim) estão mais organizados, ou seja, foram colocados em ordem alfabética. Vale a pena penetrar em todos assim que você tiver um tempinho. Se você quiser ser linkado basta entrar em contato. Após o nosso contato (uhhh), estaremos linkando vosmecê. Podemos nos aproximar por e-mail e/ou ICQ. Estes podem ser conseguidos na barra ao seu lado esquerdo.
Último site prazerosamente linkado: Eventos Balrog


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Semana passada o filme Cidade de Deus foi indicado ao Oscar em 4 categorias: Melhor Direção; Edição; Fotografia e Roteiro Adaptado. Que nota você dá por essa tosquera aí? (a chargem, não o Oscar)

P.S: Dedico essa Chargem à Balgirl Rachel, que me disse ontem estar sempre acompanhando o blog. Mas reclama que nunca falo dela por aqui. Feito o registro, beijão Rachel!!!


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:: Domingo, Fevereiro 01, 2004 ::
Charge do Domingo
Miguel; Jornal do Commercio (PE)


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DOMINGÃO DA RELIGIÃO III
Tou mau hoje. Não dá pra escrever. Quem quiser ler tragédia pode ver como foi o pisoteamento mulçumano deste ano. Hoje eu não posso falar, estou perdendo pras palavras...

Tragédia em Meca: 244 morrem pisoteados em peregrinação na Arábia Saudita
MENA, Arábia Saudita - Duzentos e quarenta e quatro peregrinos muçulmanos morreram pisoteados neste domingo em meio a uma multidão que participava da celebração de Haj - o Ritual do Sacrifício - durante a peregrinação anual de Meca, repetindo cenas já vistas no passado, na Arábia Saudita. Calcula-se que haja o mesmo número de feridos.

- Duzentos e quarenta e quatro peregrinos morreram no incidente de Jamarat e 244 estão feridos - afirmou o ministro de Assuntos de Peregrinação e Doações, Iyad bin Amin Madani, sem detalhar as nacionalidades das vítimas.

A tragédia aconteceu depois que dois milhões de peregrinos aglomeravam-se em direção à Ponte Jamarat, em Mena para, num ritual religioso, atirar seixos em três pilares que representam o diabo. Centenas de milhares de pessoas atravessavam a ponte que liga um pequeno vale a dois penhascos quando o incidente aconteceu. A polícia isolou a área em torno do pilar principal da ponte e orientou aos manifestantes para atirarem os seixos de longe.

Para a os muçulmanos, o pilar marca o ponto onde o diabo teria aparecido ao patriarca Abraão. Mena está inserida no roteiro da peregrinação a Meca, no Oeste da Arábia Saudita, perto do Monte Arafat.

Quase todos os anos, a peregrinação a Meca vem apresentando ocorrências como esta. Em 1990, 1.426 peregrinos foram pisoteados num túnel de pedestres na cidade de Meca. Ano passado, 14 pessoas foram pisoteadas em meio à multidão que se aproximava de Meca. Em 2001, ao menos 35 pessoas morreram num tumulto na ponte e 119 morreram num incidente semelhante em 1998.

Fonte: O Globo On Line


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