Giorgio (Diôdio) Dal (Do) Molin (Moinho) nasceu no dia 15/08/1985 em Curitiba e é estudante de jornalismo. Leonino, ele despreza hipócritas e ama seu país: "Meu maior orgulho é o de ser brasileiro", afirma.
DOMINGÃO CULTURALZÃO(essa foi lazarenta...) Nhá nhé nhí nhó nhú!
Aluna atenta às palavras guaranis da moboe'a (professora) Olga Herrera
Programa de Índio Repórter do Fala Diôdio encara uma aula da língua Guarani na Universidade Federal
Giorgio (Diôdio)Dal (Do)Molin (Moinho) Javy jevy! Kavaju nupãa, vaka pi! Calma, não estou xingando a sua mãe, muito menos entrando em transe. Javy jevy quer dizer bom dia e Kavaju nupãa ou vaka pi é a tradução para o guarani da palavra chicote!
Chicoteado! Foi mais ou menos assim que me senti assistindo a uma aula grátis de Guarani. Mas, diferente dos chicotes cruéis, o que quero dizer é que, apesar de po'o (apanhar) um pouco, saí de lá com uma noção básica de como é se comunicar em Guarani.
Segundo a minha teacher, ou melhor, moboe'a (professora), a paraguaia Olga Herrera, diferente do que a maioria das pessoas pensam, guarani e tupi são duas coisas absolutamente diferentes. "Apesar de virem da mesma raiz (o tupi-guarani), o tupi é uma língua diferente do guarani. O tupi é possui linguagem bem oral; o guarani é mais nasal". Ainda bem que, além de já ser fanho por natureza, eu estava resfriado aquele dia.
Mas o guarani não para por aí. Existem três famílias diferentes desta língua: o Mby'a, Ñandeva e o Kaioba. O ramo Mby'a já está morto; foi o primeiro guarani a ser escrito. Ñandeva é o guarani tribal; este tipo é usado somente dentro das tribos guaranis. Por último, o Kaioba, que é o guarani falado com os brancos; ou seja, o guarani popular. Este é o guarani usado pelos paraguaios que, para quem não sabe, é a língua oficial do país junto com o espanhol.
Antes que você se surpreenda, tem mais: a primeira língua que os paraguaios falam em casa não é o espanhol e sim, na maioria dos casos, o próprio guarani. Ele é ensinado aos filhos, principalmente, pelas famílias mais humildes. A elite paraguaia (maioria brancos de origem espanhola) foi obrigada a aceitar o guarani para se comunicar com o povo.
Porém, já se tentou impor totalmente a língua espanhola ao povo paraguaio. "Na ditadura do Paraguai (1960 - 1980), as pessoas que falassem o guarani eram punidas fisicamente", conta Herrera. A repressão era contra todos. A criança que falassem guarani na escola era severamente punidas pelos professores.
Com o passar do tempo e da ditadura a elite despertou e percebeu que o guarani era um "mau necessário" para o Paraguai. Hoje em dia, além de aprenderem o espanhol, o guarani é matéria obrigatória nas escolas. É um resgate da língua que o governo do Paraguai está promovendo. "Mais de 90% do interior paraguaio nasce falando guarani", informa minha mobe'a.
Saindo um pouco do Paraguai e entrando nas aldeias tipicamente guaranis, tenho aqui uma excelente notícia que vai despertar seu interesse. Dar-te-ei um bom motivo para se matricular no curso de guarani fornecido pela professora Olga Herrera e o centro de línguas da UFPR: nas aldeias a poligamia é totalmente legalizada.
Além de ensinar a língua, o curso, que tem a duração total de três semestres, oferece excursões para aldeias e algumas outras atividades extras como se reunir na casa da professora para aprender um pouco da gastronomia guarani.
Em nome do amigo Mas, além do programa, o que leva uma pessoa a se matricular nas aulas de guarani? Bom, dos 5 colegas que assistiram a aula com o jornalista que vos fala, pelo menos três estavam lá por curiosidade e querendo um pouco mais de cultura em suas vidas. Os outros dois são casos, no mínimo, interessantes.
O engenheiro Rui Moraes se matriculou, provavelmente, para impressionar esposa. O sogro de Morais é paraguaio guarani. No término do curso, com as várias excursões que a professora organiza para aldeias guaranis, talvez o engenheiro já possa "cultamente" conversar em guarani com o sogrão.
Já a outra aluna, a professora de educação especial Maura Oliveira, possui um sonho mais complexo. Seus pais moram na fronteira do Brasil com o Paraguai e ela possui muitos amigos guaranis.
Oliveira se sentia deslocada e nunca se esforçou para aprender o guarani até que um acidente mudou a sua vida: "Eu perdi um amigo muito querido em um acidente de carro; as últimas palavras dele foram em guarani e eu não consegui entender", emociona-se.
A professora afirma sonhar diversas vezes com o ocorrido e tem a esperança de entender o que o amigo disse. "Tenho quase certeza que ele estava me pedindo para fazer alguma coisa", conta.
O sonho de Maura não para por aí. Ela pretende abrir uma escola para crianças especiais carentes no Paraguai. Questionei se não seria mais importante que ela fizesse isso no seu país de origem, o Brasil, mas ela identifica-se bem melhor com o sofrido povo paraguaio. "O Brasil já possui muita estrutura; só não sabe aproveitar. O Paraguai não tem nada disso. Quer ver um povo realmente sofrido e injustiçado? Então vá ao Paraguai!", diz ela revoltada e afirmando que o Brasil tem muita culpa pela situação paraguaia.
Ontem fui cobrir a prisão de "um elemento de alta periculosidade" com um camarada e o que eu encontro na volta pra redação? UM CADÁVER! Isso mesmo: UM CÁDAVER SEM CABEÇA, lá no Campo Comprido!! Eia jornalistinha de sorte...
PROCURA-SE UMA CABEÇA Foi encontrado ontem no bairro Campo Comprido, por nossa equipe de repórteres, um cadáver do sexo masculino não identificado. O indivíduo encontrava-se em estado elevado de decomposição. Isto dificultará ainda mais as buscas por familiares para a identificação do corpo, que encontrava-se nu e com pedaços de carne expostos em uma pequena cerca de arame farpado.
O local onde o corpo foi encontrado é considerado muito perigoso pela comunidade do bairro. São constantes as denúncias feitas por moradores sobre delitos no Campo Comprido. A polícia não tem o controle total da região por não haverem postos, nem pontos policiais proximo aos locais onde ocorrem a maioria dos delitos (uma área humilde do bairro). Nenhum morador quis comentar o caso com a reportagem.
DOMINGÃO DO BOLÃO Textículo nada a ver que escrevi por obrigação essa semana ae...
Uma Nação de Bolões O que fazer quando a geladeira é a mais fiel namorada?
Giorgio (Diôdio) Dal (Do) Molin (Moinho) Gordo, baleia, saco de areia; a areia tá molhada, saco de pancada! Agora é fato, nosso povo está cada vez mais "fofinho". Quase metade, isso mesmo, metade da população de São Paulo está acima do peso.
Você pode pensar: "Antes gordo do que subnutrido". Claro, eu concordo. É terrível ver aquelas crianças do nordeste com barriga da água e com a pança cheia de lombrigas. Se eu fosse um ignorante eu diria: "Nossa, estão até gordinhas!". Mas o fato é que o tema não é esse. Estou pronto para atacar as fast-foods e encher a sua barriga com informações leves e saudáveis.
Existe aquele clichê: "para uma alimentação saudável é preciso frutas e legumes". Só que eu não tenho moral nenhuma para sugerir isso. A única verdura que como é brócolis porque minha mãe me obriga. Mas eu tenho toda moral para dizer que sou relativamente magro, não como no McDonald's há três anos, sempre evitei tomar gasosa e admito que tomo algumas doses de álcool. O resultado é que, diferente do resto da nação, meu exame de sangue está bem, obrigado!
Mas pode ser que o seu não esteja. Olhe em volta e refaça seu almoço. Você é mais um daqueles que faz um prato gigantesco no bufett por quilo? Se for, sinto informar que você corre altos riscos. Parece tudo muito bom, mas na verdade sua comida é quase como o cigarro; ou seja, você está se matando aos poucos. Cuidado, um camarada chamado infarto pode estar batendo na porta do seu coraçãozinho. Faça os exames, siga a orientação médica e fique feliz (ou não).
Portanto, caríssimo gordinho e gordinha da classe média, não é culpa nenhuma do governo a sua quase obesidade. Está é na hora de você criar vergonha na cara e não se deixar levar pelas propagandas: "Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles, um pão com gergelim". Ficou com vontade? Então dirija-se ao Mac Donald's mais próximo e cometa um atentado terrorista.
DOMINGÃO ATRASADÃO?! QUE NADA... É SEGUNDONA PARADONA!!! 10 motivos pela freqüente falta de atualização deste blog:
1) Completei 19 anos ontem e não tava muito afim de ligar o computador. Queria quebrar a rotina dominical de atualizar isso, ler jornal, comer, dormir e assistir Domingão Animadão (a melhor e mais eficiente droga alucinógena do momento), na FOX.
2) Se é que você me entende, ando cansado mesmo sem me cansar.
3) Minha criatividade (se é que eu tenho alguma) tá em falta.
4) Tenho pensado algumas pouquíssimas besteiras, mas é muito empenho desenhar por linhas tortas algo que ninguém vai entender direito (apesar que é divertido fazer os outros quebrarem a cuca) e fazer aquelas tais Chargens (charge com montagem).
5) É difícil me empolgar sabendo que estou, inclusive, sendo vítima de censura em um outro lugar fora da internet. Lugar este onde eu deveria ter liberdade de mandar quem eu quisesse literalmente TOMAR NO CU!!!
6) Tou pensando em, além de continuar com os antigos lixos, fazer coisas mais produtivas neste blog. Mas como disse, não consigo pensar no que. (envie sugestões)
7) Estou tão preguiçoso ultimamente que só leio adesivo que ganho de político e panfleto de restaurante de Bifett Per Killo.
8) Tá me faltando alguma coisa que a bebida sozinha não consegue preencher mais.
9) O espelho tira toda minha auto-estima.
10) Quase ninguém entra mais aqui mesmo...
Do mesmo modo, ao fim da ceia, Diôdio dá graças aos seus leitores e avisa que SIM, nova(s) atualização(ões) surgirão bem antes do próximo domingo.
DOMINGÃO ANTI-BRASILEIRÃO Todo mundo tá feliz, TÁ FELIZ!! Todo mundo quer dançar, QUER DANÇAR!! Todo mundo pede bis, todo mundo pede bis!! MAIS UM, MAIS UM!!!
Hoje tem um texto Gonzo aqui no Fala Diôdio!! Isso é: reportagem com humor (negro ou não) e em primeira pessoa!! O texto tem uma página e meia; mas é, até certo ponto, divertido. Não vou colocar nem charge ou chargem hoje. Então, leia, me critique, se abra, mas comente antes eu seja obrigado a apertar um tal de botão DELETE neste blog de merda!!!
Abaixo a ditadura da bola! Jornalista encara missão de ir ao estádio achar pessoas que odeiam futebol
Giorgio (Diôdio) Dal (Do) Molin (Moinho) Sábado de sol. Dia perfeito para as formigas tomarem seu caminho rumo a um vasto e enorme gramadão. Eram milhares de saúvas. Elas entravam naquele campo famintas e esperançosas. Só que não eram bem formigas, talvez fossem toupeiras. Mas uma coisa eu tenho certeza: eram vermelhas; ou melhor ainda: rubro-negras.
Para se ter uma idéia, a galera do formigueiro tinha até nome: atleticanos. Tinha também uma facção criminosa que comandava todo o formigueiro, uma tal de "Organizada Os Fanáticos". E no meio dessa (des)organização estava eu; uma toupeira que procurava, em meio às formigas, outras toupeiras que não gostassem de grama e muito menos de um tal de futebol.
Pior que não foi muito difícil de achar. O povão estava esperando começar o jogo entre Atlético (time rubro-negro) e Grêmio (azul, preto e branco) enquanto eu me movimentava atrás da (des)informação. Foi só descer alguns lances de escada, dentro do estádio Arena da (Re)Baixada, e achei uma alegre família provinda de Guarapuava, interior do Paraná. O que estavam fazendo em Curitiba? Adivinha...
Marido, mulher, filho e filha juntinhos; mas nem todos com um sorriso no rosto. Foi evidente a cara de desapontamento da senhora Elisa Passos Ribeiro, 38 anos, quando começou a contar o vício futebolístico do maridão. "Tem horas que tenho vontade de dar com o rolo de macarrão na cabeça dele", conta Elisa apenas a alguns passos do marido. Mas ele se defende. Atleticano fanático, Roberto Ribeiro, 42, diz perder até o sono quando o time é derrotado, mas nunca descontou a raiva em cima da esposa. "Quando perde, eu só dou uns beijos nela, aí fica mais fácil me conter", fala o viciado.
Mas o casal Ribeiro não era o único "dividido pela pelota". Bastava olhar em volta e ver que a "Arena" estava repleta de casais. E lá fui eu, solitário e carente, me meter no meio dos enamorados. Agora foi a vez dos jovens pombinhos Carlos e Juliana, um casal muito bacana, se abrirem no meu microfone. E novamente foi a formiga masculina que arrastou a formiguinha para o campo.
Juliana Sanchez é o nome completo dessa formiguinha. Apesar de não curtir muito ficar olhando para a bola, ela até gosta de ir para o estádio. Por quê? Deixa que ela explica: "É muito engraçado! As pessoas ficam xingando os jogadores. Meio absurdo xingar por causa de jogo (risos)". Seu namorado, o "formigo" Carlos Oliveira, diz ficar um pouco nervoso com o jogo, mas jura não descontar na namorada. Agora, sinceramente, quem riu dessa mentira foi o repórter.
Logo ao lado do casal bacana, mais um par apaixonado. E com eles a revelação: não são apenas os machos que arrastam as fêmeas ao estádio. O fotógrafo André Santos Nova, 25, confessa ter sido intimado várias vezes pela namorada Tatiana Letti, 23, para comparecer nos jogos. "Só venho por causa dela mesmo; não gosto nem um pouco, mas já sei o que vou passar, né?!", explica André com uma puta cara de desprezo.
Tatiana, por sua vez, fala que não é atleticana fanática. Mas acho que esse pequeno diálogo com o repórter já diz tudo sobre o sentimento dela pelo time:
- Quer dizer que você nunca ficou brava por causa desse timeco? - pergunto.
- NÃO É UM TIMECO! É um grande time! Por mais que ele perca eu adoro o Atlético!
- Então vale a pena vir nessa porcaria?
- Não é porcaria! Se o Coxa (Coritiba) tivesse jogando, aí sim, era uma tremenda porcaria. O Atlético é muito melhor! - revolta-se a nada fanática atleticana.
Amigas, amigas; timinhos à parte Agora não falemos mais de amor, mas de um outro belíssimo sentimento: a amizade. "Nossa, a gente discute muito com nossas amigas coxas-brancas. Mas elas sabem que o Atlético é superior a elas". Nem preciso dizer que foi uma atleticana que me falou isso. O nome da garota é Vanessa Éberlim, acompanhada da amiga Fabiana Sales, também "fanaticana".
Essas duas são as únicas atleticanas na roda de amigas que freqüentam. Bem que elas tentam, mas pelo jeito não conseguem induzir aquelas amigas que não curtem uma "bolinha" a torcerem pelo time. "A gente até consegue trazer elas pro jogo", afirmam. Mas logo elas confessam: as amigas ficam putas com essa história de futebol. "Elas falam que a gente não vai ganhar nada com essa chatice; aí a gente fica brava, mas depois volta tudo ao normal".
Não muito longe dali, a não menos fanática Alessandra Speck conta sua relação com as amigas anti-futebolísticas: "Eu fico muito brava. Elas não torcem pra um time e ficam criticando o MEU Atlético". Quando vi a revolta no olhar da Alessandra resolvi deixa-la mais puta ainda e perguntei o que ela achava das amigas que não gostam de futebol. Saca só a resposta: "São umas vacas e umas égua". Rá, rá, rá, rá, rá!
Chega, né?! Antes que você me pergunte, eu digo. O jogo foi tenebroso, muito ruim mesmo. Até onde eu sei, acho que foi 0x0. Mas nem prestei muita atenção. Eu estava mais entretido observando as curvas de umas fanáticas e esbeltas formigas atleticanas.
DOMINGÃO DO FRONTEIRÃO Nhé isso ae. A fonte é o Jornal do Brasil
Israelense e palestino fazem polêmico documentário sobre as fronteiras originais entre Israel e territórios árabes
Leneide Duarte-Plon PARIS - Dois cineastas, o israelense Eyal Sivan, na França desde 1986, e o palestino Michel Khleifi, que mora na Bélgica, resolveram, em 2002, percorrer a linha de demarcação traçada pela Resolução 181 das Nações Unidas, em 1947. Essa resolução criava dois Estados: Israel e Palestina. O primeiro, um estado judaico. O segundo, o Estado dos habitantes autóctones, de origem árabe. O resultado foi um road movie chamado Route 181, uma estrada imaginária, na fronteira originalmente prevista para os dois países.
De mapa na mão, os cineastas percorreram essa "estrada" de norte a sul, ouvindo as histórias pessoais de palestinos e israelenses das mais diversas profissões, filmando barreiras militares, conversando com soldados que, na maioria das vezes, os obrigavam a desligar a câmera. Mas, mesmo assim, há imagens e diálogos impressionantes com jovens soldados israelenses. Obviamente, o mapa que eles levam no carro, da época da Resolução 181, ficou defasado. Todas as localidades árabes mudaram de nome e as aldeias palestinas viraram pó.
O objetivo do documentário era obter uma visão comum de palestinos e israelenses sobre a tragédia que vivem hoje. E mostrar que o presente é fruto do passado comum, duas tragédias coletivas: o Holocausto dos judeus na Europa e a "nakba", a "catástrofe" palestina de 1948, quando milhares de palestinos foram varridos para fora de suas terras por comandos sionistas como o da "operação vassoura", como relembra um velho israelense.
No documentário não há texto externo à fala dos entrevistados. E o que estes dizem? Um israelense: "Isaac Rabin dizia que se houvesse um maremoto que varresse a Faixa de Gaza, parte do problema palestino estaria resolvido". Outro: "Se nós tivéssemos feito com os palestinos o que os americanos fizeram com os índios, hoje não teríamos mais problemas. Eles não estariam aí para nos incomodar". Outro: "Um árabe bom é um árabe morto".
A realidade parece lhe dar razão. Em Israel, na cidade de Lod, com 20% de população árabe, "gueto" é o apelido do bairro árabe. O arame farpado fabricado em Israel, o mais eficaz do mundo, usado para proteger as colônias implantadas em território palestino, é tão cortante, segundo o fabricante que mostra a fábrica, que os exércitos estrangeiros o proibiram "por razões humanitárias". O fabricante conta que ia falir nos anos 90. Depois, veio a nova guerra e a fábrica multiplicou as atividades.
Os dois cineastas assumiram conscientemente o risco de apresentarem a "nakba" como o Holocausto dos palestinos. Alguns desses, que nem foram varridos para a Jordânia, nem morreram na resistência, mas moram em Israel como cidadãos de segunda classe, contam suas tragédias pessoais. Há cenas emocionantes em que militantes israelenses contra a ocupação, munidos de cartazes e latas de alimentos, tentam furar a barreira de soldados para levar leite em pó para crianças palestinas. São fortemente reprimidos. Outro momento impactante é a cena de mães num tribunal em que são julgados jovens palestinos presos antes de conseguirem praticar atentados suicidas.